A rivalidade tecnológica entre os EUA e a China
Estados Unidos lideram na maioria das tecnologias fundamentais avançadas, enquanto a China o faz na implementação prática.
Estados Unidos lideram na maioria das tecnologias fundamentais avançadas, enquanto a China o faz na implementação prática.
Qualquer avaliação econômica de custos e benefícios desses programas de subsídios enfrenta uma dificuldade inerente ao se levar em conta que os resultados buscados não são estritamente econômicos. Existe o risco de os países, especialmente os EUA e a China, adotarem definições cada vez mais amplas do que constitui um setor estratégico, disparando novas “guerras globais de subsídios”
Um relatório do FMI destaca como o nível de preparação de um país para a IA será relevante no que diz respeito a maximizar os benefícios e lidar com os riscos de efeitos negativos da tecnologia
As posições de China e EUA nas tecnologias de energia limpa estão hoje inversas às de semicondutores. A transição para a energia limpa está exigindo tanto a inovação científica quanto a expansão em grande escala de tecnologias estabelecidas. Os EUA permanecem excelentes na primeira, incluindo-se aí o trabalho científico na captura e no armazenamento de carbono e na sua remoção. Por outro lado, nas indústrias comerciais que estão na fase de expansão, os EUA estão atrás da China nas tecnologias de descarbonização mais críticas: solar, eólica, baterias e hidrogênio..
Dificultar a progressão da China na sofisticação da produção de semicondutores tornou-se peça central da política dos EUA
Semicondutores estão no centro da atual rivalidade entre Estados Unidos e China. Dificultar a progressão da China na sofisticação da produção de semicondutores tornou-se peça central da política dos EUA em relação ao país. O caso dos semicondutores se encaixa como uma luva no que observamos nessa coluna como reversão da globalização nos segmentos de alta tecnologia considerados sensíveis desde um ponto de vista de segurança nacional. Com custos, ainda que considerados justificáveis por autoridades governamentais.
A digitalização e, em muitos casos, transformação digital mais decisiva e intensiva de todos os tempos, ocorreu na esteira da crise pandêmica. Em apenas alguns meses, a pandemia trouxe anos de mudanças na forma como operam muitas empresas e organizações privadas e públicas em todos os setores e regiões, servindo como catalisadora para a mudança. O setor financeiro é um caso especial de rápida mudança tecnológica, tendência reforçada pela pandemia.
A nova onda de inovações tecnológicas que impactam as finanças, as fintechs, tem o potencial de trazer um triplo dividendo positivo para a América Latina. Pode aumentar a competição no setor financeiro e reduzir custos de transação e dos serviços, além de promover a inclusão financeira e o crescimento econômico. Para que esse potencial seja plenamente aproveitado, no entanto, é necessário buscar uma adequação das estruturas nacionais de regulamentação e vigilância financeira que torne possível gerenciar os riscos que acompanham essas tecnologias.
Nos últimos 2 anos, com a guerra iniciada pelos EUA, investidores de Taiwan, Japão e EUA já aceleraram o translado de linhas de montagem e de contratos de fornecimento em suas cadeias de valor nos setores de informática, eletrônica e comunicações da China para Vietnam, Tailândia, Indonésia e, em menor grau, o México. O salto para o topo da escada tecnológica é que parece estar sendo exigido muito antes do tempo esperado… O atual aperto do governo dos Estados Unidos sobre Huawei e outras é apenas 1 capítulo de uma novela que vai demorar em seu desdobramento… em algum momento passando pelo Brasil.
Todo mundo só fala da guerra comercial entre EUA e China, mas as duas maiores potências mundias também travam outra guerra: as das telecomunicações. Tudo isso por causa da implantação do sistema #5G. A chinesa #Huawei vem ganhando espaço, mas os norte-americanos tentam barrar sua expansão com temor de #Espionagem. É pano pra manga pra mais uma participação do correspondente de Washington, Otaviano Canuto, no Ajuste de Contas.
República do Amanhã entrevista Otaviano Canuto sobre a "nova globalização" República do Amanhã Published on Nov 26, 2018 Otaviano Canuto foi Diretor-executivo do Banco Mundial. Foi tambem vice-presidente do Banco…
A edição de abril do “World Economic Outlook (WEO)” do FMI trouxe um capítulo sobre como a globalização vem contribuindo para uma difusão de conhecimento pelos líderes tecnológicos mais rápida do…
A indústria manufatureira cumpriu papel especial como veículo para a criação de empregos, aumentos de produtividade e crescimento nas economias não avançadas a partir de meados do século passado.…
A 4ª revolução industrial tende a reverter parte da exportação de empregos de economias avançadas para emergentes. Ao mesmo tempo, através da iniciativa “one belt, one road” –conhecida no…