A visão de Trump: o mundo tem se aproveitado da hegemonia dos EUA
Ao tratar a hegemonia como fardo, Trump acelera o distanciamento de aliados, fragiliza regras globais e incentiva o “de-risking” em relação aos EUA
Ao tratar a hegemonia como fardo, Trump acelera o distanciamento de aliados, fragiliza regras globais e incentiva o “de-risking” em relação aos EUA
Relatório da OCDE mostra uma economia global dividida entre o impulso da inteligência artificial e o peso da guerra tarifária dos EUA. Enquanto a IA sustenta investimentos e crescimento, tarifas e desaceleração do emprego projetam riscos à resiliência mundial, diz o articulista
Qualquer avaliação econômica de custos e benefícios desses programas de subsídios enfrenta uma dificuldade inerente ao se levar em conta que os resultados buscados não são estritamente econômicos. Existe o risco de os países, especialmente os EUA e a China, adotarem definições cada vez mais amplas do que constitui um setor estratégico, disparando novas “guerras globais de subsídios”
Conjunto de instituições e mecanismos proporcionam às economias camadas de defesa perante choques externos. Além de uma necessidade de aumento na capacidade total de empréstimos do FMI, cabe alargar e facilitar o acesso a suas linhas precaucionárias.
1. Quão durável será a mudança de regime macroeconômico nas economias mais ricas desde 2021? Passado o momento de aperto monetário e consequente estabilização inflacionária em patamares mais baixos, em dois anos ou mais voltarão as taxas de juros nas economias avançadas a níveis tão baixos quanto os das últimas décadas? Ou algo fundamental mudou, aumentando a frequência de choques de preços e a necessidade de juros mais altos? Para os economistas, essa pergunta equivale a: “para onde vão as taxas ‘naturais’ de juros?” 2. Caso se mantenham estáveis os parâmetros estruturais de demanda e oferta da economia brasileira, a Selic nominal deverá estar algo em torno de 7,5% ao ano em fins de 2025, ou seja, a soma da taxa real neutra de 4,5% e da meta de 3% de inflação.
A curva de Phillips se mexeu. Pode-se imaginar o retorno da relação a como era antes da pandemia? Voltarão os juros baixos de longo prazo que prevaleceram no passado recente ou a “tempestade perfeita” trouxe mudanças estruturais?
O ano começou com sinais simultâneos de desaceleração no crescimento econômico global e de reorientação nas políticas monetárias de economias avançadas. Será que isto levará emergentes e em desenvolvimento a uma aterrissagem forçada? A resposta dependerá de quão agressiva for a reorientação de política monetária nas economias avançadas.
Fechamento de fábricas na China no começo do ano passado, confinamentos em muitos países e, em seguida, congestionamentos em redes logísticas de transporte de bens, restrições de capacidade diante de súbitos aumentos de demanda e escassez de mão de obra vêm afetando negativamente a disponibilidade de insumos e produtos no mundo inteiro.. O fato é que o cenário inflacionário começou a mudar com a perspectiva de que as rupturas nas cadeias de valor levarão algum tempo até ser consertadas, tomando no mínimo até a primeira metade de 2022.
O FMI se referiu a “marcas duradouras” deixadas no curso das recuperações divergentes, com economias emergentes e em desenvolvimento apresentando no médio prazo danos mais profundos que a média entre países avançados. Há que se distinguir, de um lado, a perda permanente de PIB derivada da pandemia e, de outro, as consequências desta sobre sua futura trajetória. Crises associadas a ciclos industriais e financeiros sucedem períodos de crescimento; na pandemia, só há o lado da perda
Uma delicada transição está em curso na economia dos EUA. Tanto autoridades fiscais quanto monetárias já deram sinais claros de não contar com –e desejar– o retorno aos patamares de inflação prévios à pandemia, algo inclusive manifesto na mudança de 2% ao ano para média e não mais teto. Agora, que critérios adotar para considerar ser a hora de apertar para impedir que uma inflação acima de 2% contamine credibilidade e expectativas é algo ainda longe de clareza.
Há quem já esteja esperando que o nível dos juros de 10 anos se mova a 2% ao ano. Isso não será suficiente para deter o entusiasmo de Biden com a verdadeira reorientação radical na política econômica e social a que já se propôs a começar em seus 100 primeiros dias.
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